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4 diferenças entre mulheres e homens ao empreender
Os pontos mais vulneráveis do empreendedorismo feminino

Por Deb Xavier*

Quando converso com as pessoas sobre o Jogo de Damas ou palestro sobre empreendedorismo feminino, alguém sempre me pergunta os motivos de fazer essa diferenciação. Embora existam muitas similaridades entre homens e mulheres na hora de empreender, as diferenças são importantes e precisam ser foco de atenção.

Um estudo da Kauffman Foundation denominado Fontes de Esperança Econômica: Mulheres Empreendedoras, em tradução livre, aponta que homens e mulheres abrem empresas pelos mesmos motivos, enfrentam desafios semelhantes. Outros estudos, como o Gender- GEDI, que é o único índice global que mede a atuação das mulheres empreendedoras, nos mostram que as mulheres têm características próprias ao empreender e que compreender essas diferenças é um passo importante para fomentar negócios mais inovadores. Selecionei quatro diferenças relevantes:

1) Falta de exemplos e mentores

A maioria dos cases de negócios que conhecemos e que são veiculados pela mídia é de homens empreendedores. Eles também são a esmagadora maioria nas capas de revistas do setor e entre os palestrantes em eventos de negócios, empreendedorismo e carreira.

Essa representação não corresponde à realidade e dificulta o processo de identificação por nós, mulheres.

A ativista Marian Wright Edelman afirma que “você não pode ser aquilo que você não vê”, durante uma entrevista ao documentário Miss Representation, que fala justamente sobre como a abordagem da mulher pela mídia interfere em nossas decisões e percepções de capacidade.

Na pesquisa feira pela Kauffman, muitas mulheres citam que um dos principais desafios é a falta de orientadores. O estudo afirma que "ampliar o acesso a mentores é uma importante estratégia para encorajar mulheres a começar e gerenciar empresas de sucesso”. Existem iniciativas na área como, por exemplo, o programa Winning Women Brasil - Empreendedoras de Sucesso, da EY, mas que tem foco em empreendedoras mais avançadas. E, claro, existe o Sebrae, com uma série de iniciativas para quem quer começar o próprio negócio.

2) Visão de sucesso e fracasso

Ao contrário dos homens, as mulheres acreditam que boa parte do sucesso alcançado é resultado das lições aprendidas durante os fracassos.

Ao empreender, é natural passar por várias etapas de tentativa e erro. As mulheres aprendem muito com esse processo e o enxergam como fundamental para o sucesso.

No livro A terceira medida do sucesso, Arianna Huffington defende que a visão e a definição de sucesso são diferentes para homens e mulheres e sugere que os conceitos se estendam para além de dinheiro e poder.

Para ela, seria importante incorporar uma terceira medida, mais alinhada com os valores tidos como femininos, e que engloba bem-estar, admiração, sabedoria e compaixão. Em resumo: o sucesso passa por uma vida equilibrada.

3) Falta de acesso a crédito
Grande parte das participantes do estudo da Kauffman Foundation citou a dificuldade de acesso a capital financeiro como um desafio crítico para empreender. A esmagadora maioria usa recursos próprios, da família e de amigos.

Hoje, entre os investidores anjo, os homens estão em maior número e isso faz com que a maioria dos investimentos se direcionem para empreendedores do sexo masculino. Iniciativas como a MIA (Mulheres Investidoras Anjo) e projetos de financiamento com foco no público feminino (como é o caso de uma iniciativa conjunta do Google e da Prefeitura de São Paulo) contribuem para a mudança desse cenário.

4) As mulheres fazem menos networking e têm capital social menor
De acordo com o Global Entrepreneurship Monitor, as mulheres participam de menos redes profissionais e de negócios. Conhecer pessoas e fazer networking é fundamental para quem empreende: seja para se atualizar na área, ficar por dentro de iniciativas e gerar oportunidades até para criar contatos estratégicos para avançar nos negócios.

Outra vantagem de redes do tipo é aproximar mulheres que passam por situações semelhantes, para que se apoiem e tenham em quem se espelhar. Esses exemplos, como já vimos antes, são importantes para fortalecer nossa autoestima e nos fazer acreditar que somos capazes. E somos.

Com meu trabalho com o Jogo de Damas, tenho percebido a importância de iniciativos e projetos que sejam concebidos considerando essas particularidades e diferenças. Assim, a mudança é sistêmica. E só assim atingimos um número maior de empreendedoras e criamos um ecossistema de negócios melhor para todos, homens e mulheres.

O Jogo de Damas chega em Caxias do Sul! Em abril desse ano, vamos celebrar o aniversário da Aliar e do Jogo de Damas com um evento inédito e incrível!

O evento é fruto de uma parceria com a Aliar, promotora da iniciativa.

Além de painelistas e palestrantes incríveis, o evento contará com uma dinâmica de networking perfeita para quem quer alavancar os negócios.

Saiba mais e participe deste grande encontro:
http://www.aliarconsultoria.com.br/cursos_int.php?id=46#inicio

*Deb Xavier é empreendedora, palestrante internacional e idealizadora do Jogo de Damas - plataforma de conteúdo e eventos para a mulher com foco em empreendedorismo, carreira e negócios. Expert em economia feminina, é embaixadora brasileira do Dia Global do Empreendedorismo Feminino, uma iniciativa conjunta da Organização das Nações Unidas, do Departamento de Estado Americano e da Semana Global do Empreendedorismo.
Fonte: revistapegn.globo.com

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