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O desafio corporativo de conectar gerações
(*) Lísie Lucchese

Observamos e analisamos diariamente a competitividade global nos segmentos das empresas que atuamos. Em contra partida, verificamos que as estruturas internas das empresas desafiam continuamente boas saídas, sejam na superação da concorrência, na inovação tecnológica, no avanço ou geração de novo produto, na construção de novas alianças estratégicas e / ou no atendimento de uma tendência cultural, no empenho de tornar sempre mais consistentes essas posições competitivas.

Além dessa complexa dimensão dos nichos globais, qualquer implementação de mercado passa por considerar os fatores de evolução política, jurídica, infra-estrutura, urbanização e canais de distribuição que são enfrentados / desbravados arduamente pelos atores empresariais envolvidos.
Essas engenharias de buscas equivalem a oportunidades de carreiras quase que imprevisíveis e também positivamente surpreendentes. Canalizo sua atenção a um aspecto do mercado: Como conectar essas demandas preciosas de oportunidades para agregar nas carreiras profissionais, contemplando os impactos nas convivências das gerações Z, Y, X, baby boomers e veteranos?

Percebo o debate muito concentrado, e quase desgastado, nas formas de lidar com a geração Y. Tenho colocado em pauta que essa geração, além de sua contribuição chave: interações tecnológicas e domínio de idiomas, tem necessidades pontuais que, se bem atendidas no ambiente empresarial, retratam comprometimentos surpreendentes. Refiro-me a: critérios objetivos para as movimentações de posições profissionais, feedbacks em tempo real e processos de delegação qualificados. Caso essa pauta não conste nos programas de qualificação das lideranças, a empresa terá grande chance de ter esse investimento sem êxitos.

Outro aspecto, que convido ao foco é o quase nulo, preparo que o mercado empresarial está prevendo para as configurações da geração Z. Alerto para percebermos que ao redor de 2015 esses jovens teens estarão nas demandas dos processos seletivos. Os gestores que hoje consideram complexo lidar com a geração Y, precisam dimensionar as características de empregabilidade que a geração Z estará manifestando no mercado de trabalho. Essa necessidade elementar carece de posicionamento empresarial para ações estruturadas que darão respostas consistentes em médio prazo. Nesse aspecto vale conferir o modelo Embraer de sincronia na produção de ambiente interno e externo, o que qualifica a sua referência mundial. Vale também um bom papo sobre construção cultural de resultados com Jaime Lerner. Esses exemplos são polpudos no Brasil e nos impulsionam para assumir a direção da competitividade sustentável e ampla.

Qual a recomendação? Comece. A engrenagem se configura quando você tem ações pensadas e discutidas com seriedade e dedicação. Aliás, sobre essa conduta, a geração baby boomers tem muito para nos conectar. Perceba e contamine-se. Todas as gerações têm alcances muito peculiares. Conviva com o melhor de cada uma delas. Isto comprovadamente traz maior vitalidade. E quem mais ganha com isto?


(*) Lísie Lucchese é Consultora para o desenvolvimento de performance em ciclos de carreiras. Gestora Técnica do Instituto de Longevidade®

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