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Andragogia: Modelo de Facilitação de Aprendizagem de Adultos
por: Carmem Maria Sant‘Anna Rossetti

Partimos da crescente necessidade de profissionais habilitados a trabalhar com adulto, pelo fato de que há aumentado também o número de adultos em sala de aula, a partir da análise que faremos de alguns levantamentos que consideraremos no decorrer do artigo. Há algumas décadas, quando se falava em educação de jovens e adultos, vinha à nossa mente a modalidade de educação básica para pessoas com mais de 18 anos, a qual lhes garantia o direito à formação, assegurando-lhes a permanência no sistema educativo e a continuidade dos estudos.

Essa modalidade ficou conhecida como EJA (Educação de Jovens e Adultos) e teve forte influência das ideias de Paulo Freire, consolidando-se no Brasil como uma educação popular e de alfabetização. Atualmente a EJA conta com a forte presença de adolescentes: "quase 20% dos matriculados têm de 15 a 17 anos". (NOVA ESCOLA, 2011, p.1)

O que significa este cenário surpreendente? Por que estes jovens preferem se matricular na EJA ao invés de frequentar o ensino regular? Esses questionamentos serão examinados no decorrer do artigo. Sabe-se que circunstâncias relacionadas à escolaridade insuficiente levam a um aumento de adultos de volta à escola, principalmente na busca de qualificação profissional. Já em 2003, havia 3,7 milhões de alunos matriculados no Ensino Fundamental e Médio com 25 anos ou mais de idade. "No ensino médio havia 705 mil alunos com mais de 25 anos. (...) sendo 414 mil na faixa acima de 29 anos". (CORREIO SINDICAL DO MERCOSUL (CSM), 2004, p.1)

Vale ressaltar que contamos ainda com as Instituições de Ensino Superior (IES). Os alunos entram calouros e saem bacharéis, licenciados, tecnólogos, etc. Nessa fase de transição de vida, esses alunos não são mais crianças. Há também o ambiente corporativo, no qual são desenvolvidos programas de educação profissional continuada para profissionais adultos. A experiência desta autora atesta que programas educacionais que desconsideram a forma como os adultos aprendem demonstram dificuldades de cumprir seus objetivos e de disponibilizar recursos e ambiente que promovam uma aprendizagem significativa, que venha a atender à crescente demanda de novas modalidades de trabalho e aprimoramento profissional no ambiente corporativo.

DE "PROFESSOR" A "FACILITADOR"
Uma descrição bem familiar de muitos de nós no papel de "professor". Ensinamos como fomos ensinados. O que mais se pode desejar do professor descrito acima? Ele tinha as competências clássicas, tais como seguir o programa, preparar e dar aulas e exercícios, exigir silêncio, dar notas.... Tudo isso faz parte do contexto; continua a ser necessário dar aulas e exercícios, obter disciplina, avaliar adequadamente. Todavia, quanto mais a profissão de professor se torna uma "profissão integral, simultaneamente autônoma e responsável, mais essas práticas tradicionais mudam de sentido e de lugar. Elas não são mais o alfa e o ômega do ensino, mas componentes." (PERRENOUD, 2000, p. 175)

A andragogia é um processo de ensino aprendizagem sustentado em concepções de comunicação clara e efetiva, através de um alto nível de consciência e compromisso compartilhado entre facilitador e aprendente. Quando o facilitador promove o ambiente que proporciona a aprendizagem no sentido de o aprendente adquirir ‘informações e habilidades’, o aprendente capacita-se a criar repertório de continuidade para prosseguir com sua aprendizagem, pois tanto ele como o ambiente mudam e o conhecimento não é estático. O facilitador instiga, incentiva o aluno a desenvolver a capacidade de pensar e fazer conexões com o que sabe, com o que aprende no decorrer da vida.

Andragogia, aprendizagem de adulto é um tema bastante extenso. Aqui pontuamos apenas algumas questões. Há muito para se falar, refletir, discutir e pesquisar. Há muitas informações e experiências a trocar entre as pessoas interessadas no assunto. Acredito que nos foi possível, neste artigo, estimular o interesse sobre a questão da atuação do facilitador em sala de aula com aprendizes adultos.
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Este trecho foi extraido do Artigo ANDRAGOGIA: MODELO DE FACILITAÇÃO DE APRENDIZAGEM DE ADULTOS publicado na Revista da SBDG Número 6 em setembro de 2013. ISSN 1807-48631

Carmem Sant‘Anna é facilitadora do Mpodulo "Aprender, Desaprender e Reaprender" do Integramente - Desenvolvimento Integrado de Consultores e Facilitadores do Grupo Aliar

Carmem é Mestre em Educação (PUC-PR), Coach, pelo ICI e Coach Executiva ABRACEM e Graduada em Admnistração de Empresas
Fonte: Carmem Sant‘Anna

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